A primeira coisa que observei ao ver a capa do livro "A Águia e a Galinha" de Leonardo Boff, foi que, apesar de o nome se referir as duas aves, somente uma delas tem a sua imagem retratada na capa: a águia. Aí me veio à mente: será que existe algum motivo? Bom, eu até já tenho a resposta para esta pergunta, mas prefiro responder após a leitura completa do livro. Eu prefiro esperar para ter um pouco mais de embasamento, pois só aí terei a certeza de que o que estou pensando tem sentido, afinal de contas: "Todo ponto de vista é a vista de um ponto".
Quando comecei a ler o livro percebi que no primeiro capítulo havia algo que se conectava com a população do nordeste. Os ganeses, assim como os nordestinos, eram vistos como ignorantes, incultos e bárbaros, e foram oprimidos pelos colonizadores ingleses durante anos. Os moradores do nordeste do país, assim como os ganeses, também foram oprimidos e considerados como um povo sem cultura pelos habitantes das regiões sul e sudeste. Os ingleses se viam como cultos e inteligentes, diferentes dos africanos. Os colonizadores ingleses, julgavam os ganeses como selvagens, fazendo-os acreditarem que tinham dentro de si unicamente a "dimensão-galinha", uma dimensão limitada, estreita e sem objetivos. E assim seguiam difamado-os e subjugando-os. No entanto, o educador popular, James Aggrey, mostrou aos ganeses que eles tinham, também, dentro de si, a "dimensão-águia", e, que essa deveria se sobressair para que a autoestima do povo fosse recuperada, pois só assim poderiam viver livres e plenos. Os nordestinos também, assim como os ganeses, mostraram a sua "dimensão-águia" para os moradores do sul e sudeste nas últimas eleições, valendo do seu poder de decisão para escolher o candidato que melhor governaria o Brasil. E assim, a "dimensão-águia" dos nordestinos se sobressaiu e a "dimensão-galinha", tão aceita por nós, foi sepultada.
Percebe-se, que Leonardo Boff nos mostra que temos dentro de nós, vivendo em harmonia, duas dimensões: uma "dimensão-águia" e uma "dimensão-galinha". Entretanto, algumas pessoas possuem dentro de si, com mais força, a "dimensão-galinha". Essas pessoas vivem uma vida limitada, sem buscar novos horizontes, sem alçar novos voos, vivem sem desafios. São pessoas que se deixam subjugar por outras que se consideram melhores e mais hábeis. E assim vivem eternamente na "dimensão-galinha".
Tenho dentro de mim com muito mais força a "dimensão-águia", pois acredito que a "dimensão-galinha" não é muito apropriado para quem quer vencer, para quem não se contenta com um espaço limitado e uma vida limitada. Quem é águia quer voar, buscar novos caminhos, se aventurar. A águia, em sua essência é diferente da galinha, pois não quer ficar olhando a vida de baixo para cima e sim, de cima para baixo. O modelo águia quer o controle da sua vida, das sua ideias, que ter ideais e objetivos, ela quer estar sempre à frente.
Apesar de termos essas duas dimensões dentro de nós, percebo que a "dimensão-galinha", por ser mais mecanicista, é por ser mais limitada só vem à tona quando estamos tristes, desesperançosos ou quando somos desacreditados por nós mesmos. Neste momento, percebe-se a "dimensão-galinha", pois estamos restritos, amarrados, presos ao solo e as nossas subjetividades. A "dimensão-águia" é sempre esperançosa, liberta e libertária, mais objetiva. Essa dimensão é alimentada por aquilo que desejamos e por aquilo em que acreditamos. Se acreditamos que somos fortes, seremos, se acreditamos que somos capazes, seremos também. Nada nos impedirá de alcançarmos a nossa meta.
Em algum momento o livro fala sobre as nossas lutas diárias, e isso me fez lembrar de como foram cansativas e estressantes algumas batalhas que vivi. A vontade de parar algumas vezes foi intensa, no entanto, ter dentro de mim esta "dimensão-águia" com mais preponderância me impulsionou a buscar novos voos, me fazendo querer sempre estar de pé, conquistando cada vez mais.
A minha "dimensão-galinha" só prepondera a minha "dimensão-águia" quando eu mesma não acredito em mim, quando eu mesma me enfraqueço. Eu acredito que ninguém tem o poder de me tornar uma prisioneira na "dimensão-galinha", eu posso controlar a minha vida, o meu destino. Eu quero a "dimensão-águia" sempre preponderante dentro de mim.
Leonardo Boff descortina essas duas dimensões de ângulos distintos. Ele utiliza-se da filosofia, da psicologia, da religião e também de alguns arquétipos, paradigmas e personagens importantes da história para fundamentar a sua ideia das duas dimensões.
Bom, agora eu posso responder a pergunta inicial: por qual motivo só a imagem da águia aparece retratada na capa do livro? A "dimensão-águia" é mais poderosa e mais imponente que a "dimensão-galinha", e mesmo que exista dentro de nós as duas dimensões, a "dimensão-galinha" não deverá estar amostra, pois esta dimensão demonstra fraqueza, limitação. Ela pode até existir, mas só nós podemos vê-la dentro de nós. É importante não deixarmos que nos impunham a "dimensão-galinha", pois se deixarmos, nos tornaremos reféns daqueles que querem nos subjugar, nos condenar a uma vida mecânica e sem escolhas. Assim como uma águia, devemos olhar o mundo de cima para baixo, não com arrogância, mas com respeito. Não devemos ter medo de alçarmos voos bem altos e de querermos voar mais e mais na busca pelos nossos ideais de vida. Essa foi a lição que tirei do livro "A águia e a Galinha".
Tenho dentro de mim com muito mais força a "dimensão-águia", pois acredito que a "dimensão-galinha" não é muito apropriado para quem quer vencer, para quem não se contenta com um espaço limitado e uma vida limitada. Quem é águia quer voar, buscar novos caminhos, se aventurar. A águia, em sua essência é diferente da galinha, pois não quer ficar olhando a vida de baixo para cima e sim, de cima para baixo. O modelo águia quer o controle da sua vida, das sua ideias, que ter ideais e objetivos, ela quer estar sempre à frente.
Apesar de termos essas duas dimensões dentro de nós, percebo que a "dimensão-galinha", por ser mais mecanicista, é por ser mais limitada só vem à tona quando estamos tristes, desesperançosos ou quando somos desacreditados por nós mesmos. Neste momento, percebe-se a "dimensão-galinha", pois estamos restritos, amarrados, presos ao solo e as nossas subjetividades. A "dimensão-águia" é sempre esperançosa, liberta e libertária, mais objetiva. Essa dimensão é alimentada por aquilo que desejamos e por aquilo em que acreditamos. Se acreditamos que somos fortes, seremos, se acreditamos que somos capazes, seremos também. Nada nos impedirá de alcançarmos a nossa meta.
Em algum momento o livro fala sobre as nossas lutas diárias, e isso me fez lembrar de como foram cansativas e estressantes algumas batalhas que vivi. A vontade de parar algumas vezes foi intensa, no entanto, ter dentro de mim esta "dimensão-águia" com mais preponderância me impulsionou a buscar novos voos, me fazendo querer sempre estar de pé, conquistando cada vez mais.
A minha "dimensão-galinha" só prepondera a minha "dimensão-águia" quando eu mesma não acredito em mim, quando eu mesma me enfraqueço. Eu acredito que ninguém tem o poder de me tornar uma prisioneira na "dimensão-galinha", eu posso controlar a minha vida, o meu destino. Eu quero a "dimensão-águia" sempre preponderante dentro de mim.
Leonardo Boff descortina essas duas dimensões de ângulos distintos. Ele utiliza-se da filosofia, da psicologia, da religião e também de alguns arquétipos, paradigmas e personagens importantes da história para fundamentar a sua ideia das duas dimensões.
Bom, agora eu posso responder a pergunta inicial: por qual motivo só a imagem da águia aparece retratada na capa do livro? A "dimensão-águia" é mais poderosa e mais imponente que a "dimensão-galinha", e mesmo que exista dentro de nós as duas dimensões, a "dimensão-galinha" não deverá estar amostra, pois esta dimensão demonstra fraqueza, limitação. Ela pode até existir, mas só nós podemos vê-la dentro de nós. É importante não deixarmos que nos impunham a "dimensão-galinha", pois se deixarmos, nos tornaremos reféns daqueles que querem nos subjugar, nos condenar a uma vida mecânica e sem escolhas. Assim como uma águia, devemos olhar o mundo de cima para baixo, não com arrogância, mas com respeito. Não devemos ter medo de alçarmos voos bem altos e de querermos voar mais e mais na busca pelos nossos ideais de vida. Essa foi a lição que tirei do livro "A águia e a Galinha".
